Recebo informação por todas as partes.
Querem que eu emagreça
Coma um prato de alfafa e uma pílula milagrosa ao dia
Aceite este padrão estético de merda
Estipulado naturalmente
Pela sociedade ocidental plastificada.
Querem que eu tenha medo das ruas
Dos mendigos e putas
E dos malabaristas no farol.
Como se ser pobre e magro e feio
Fosse uma opção do indivíduo
E não uma imposição social.
Como se a vida fosse fácil!
Querem que eu vote
No partido do povo
No partido dos ricos
E que acredite na honestidade
Dos intelectuais e duvide da possibilidade
De sua existência nessa massa ignorante.
Como se honestidade fosse uma teoria científica!
Querem que eu me interesse pela vida alheia
E feche os olhos para o que pode me afetar.
O que vejo nos jornais, revistas, noticiários,
Em programas burros de entretenimento imbecil
São informações recortadas, montadas feito um quebra-cabeças,
Massageando o ego de algum canalha
Que dita ordens da beira da piscina.
Mas são muito profissionais, essa cambada,
Fazem tudo bem feito
De modo que eu não sei mais em que, ou em quem acreditar.
Vou me arrastando por esse caminho espinhoso
Tentando compreender o que acontece de verdade
Enquanto por todos os lados tentam limitar minha capacidade intelectual.
Mas eu digo, senhores,
Posso não existir na concepção mesquinha de vocês,
Mas que eu penso, miseráveis, quanto a isso não há duvidas.
Cantar de galo, só em outra vizinhança!
Monday, October 16, 2006
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1 comment:
Já tinha entrado no seu blog...minha curiosidade é sempre muito grande!
Gostei muito do que li, Parabéns pelo talento e pela mente pensante...
beijo grande.
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